BONEQUINHA DE LOUÇA
Como cândida garça que flutua
No horizonte sombrio de um açude
Como a pluma fugaz que ao vento rude
Traz beleza nas curvas que insinua
Passa sempre na minha triste rua
Aquela silhueta que me ilude
Ora é deusa quebrando a solitude
Ora sombra sutil à luz da Lua
Que delírio me causa essa paisagem
Quanto sonho desperta aquela imagem
Quando a vejo sorrir com tanta graça
Bonequinha de louça tão bonita
Não existe soneto que reflita
O que sinto no peito quando ela passa.
PRANTO
Como é negro este céu! Vê como é baço!
Vê como é negra esta amplidão escura
Como é pesada a atmosfera impura
Como é tremenda a escuridão do espaço.
A natureza triste não murmura
Um som sequer, sequer o mais escasso
E no calor que sobe num mormasso
A alma da terra a luz do céu procura.
A chuva cai pesada e tristemente
Numa triste canção, canção dormente:
Que tristeza o poeta sente agora...
Quanta tristeza o poeta sente, quando
Vê no seu peito o coração chorando
Vê que, na Terra, a Natureza chora!
Vê como é negra esta amplidão escura
Como é pesada a atmosfera impura
Como é tremenda a escuridão do espaço.
A natureza triste não murmura
Um som sequer, sequer o mais escasso
E no calor que sobe num mormasso
A alma da terra a luz do céu procura.
A chuva cai pesada e tristemente
Numa triste canção, canção dormente:
Que tristeza o poeta sente agora...
Quanta tristeza o poeta sente, quando
Vê no seu peito o coração chorando
Vê que, na Terra, a Natureza chora!
MI SUEÑO
Si acaso fueras mía
Cómo en mi sueño
Si acaso acá fuera el cielo
Cómo en el sueño
Si yo pudiera ser feliz
Cómo la luna insinúa y predice
Cómo yo te habría de querer!
Cómo yo te habría de querer!
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